Paralelos

Nos raros momentos de ócio, embora eu adore, tenho fuçado pouquíssimo atrás de pérolas musicais e sonoridades alternativas. Acho muito interessante ter contato com artistas pouco conhecidos ou projetos paralelos de bandas já consagradas e também descobrir preciosidades antigas pelas quais eu ainda não tinha me apaixonado. Para isso, o Emule, o Myspace e o Last FM (que só fui descobrir dia desses) são verdadeiras dádivas!

Não é novidade, para quem me conhece, que eu sou alucinada pela Nação Zumbi e por quase tudo que os integrantes da banda produzem. Menos por eu ser conterrânea deles e mais pelo seu histórico, no qual se comprovam qualidade, ousadia e criatividade de sobra em trabalhos que sempre surpreendem. Não tenho tanto gabarito pra falar de música, mas posso dizer que, ao meu gosto, a NZ em conjunto é algo perto do perfeito. Por outro lado, os talentos individuais também são inegáveis e ainda bem que eles estão sendo bem aproveitados.

Depois dos Los Sebosos Postizos e da Orquestra Manguefônica, os caras inventaram pelo menos quatro propostas para a gente se deliciar. Se alguém souber de outras, por favor, avise.

Recentemente Lúcio Maia, o guitarrista monstrinho da banda, produziu Homem Binário, primeiro CD do seu projeto Maquinado. O grupo inclui o baixista Dengue, Toca Ogan na Percussão e o DJ PG, com participações de Siba, Du Peixe, entre outros. Na base do som, como de costume, uma miscelânea de ritmos que, neste caso, vão desde metal e hip hop até samba e baião, passando pelos estilos 60´s e 70´s. Para completar, uma pitada de literatura pós-moderna, futurismo e alguma “fumaça”.

O segundo paralelo reúne pernambucanos e paulistas numa convergência “afro-latino-cancioneiro-pernambucano-planetária”. Este é o Sonantes, projeto com Dengue, Pupillo, Gui e Rica Amabis (Instituto) e a leveza de Céu no vocal. Simplesmente lindo!

Enquanto isso, Jorge Du Peixe nos alimenta com o Autonomo (acho que é assim mesmo sem acento) e suas experimentações instrumentais viajantes. A percussão marca presença junto de beats cheios de inspiração que particularmente me agradaram bastante. Aposto que, a qualquer hora, vira trilha de filme. Projeto com personalidade; fala por si só.

Como se não bastasse, Dengue e Pupillo resolveram mostrar que ainda têm idéias de sobra e meteram a mão no 3 Na Massa, junto com Rica Amabis e as vozes de Pitty, Céu, Nina Becker, Thalma de Freitas, Leandra Leal, entre outras convidadas. O CD Na Confraria das Sedutoras é um trabalho inusitadíssimo que traz as mais diversas vivências amorosas relatadas por personagens desinibidas, ao embalo de “experiências sonoras, arranjos inesperados e composições arrojadas”. É preciso ouvir com calma…

+ Mulheres

Falando em mulheres e música, só para abrir um parêntese, felizmente estamos com uma boa safra de novas cantoras, já notaram? Isso já virou até notícia. Jovens como Céu, Vanessa da Mata, Ana Cañas, Rebeca Matta, Roberta Sá estão engrossando nosso acervo de boas produções femininas dentro da música brasileira contemporânea. E esses são apenas alguns nomes…

Entre as gringas que estão indo na mesma direção, um bom exemplo é a francesa Pauline Croze. Eu já vinha apreciando o seu disco de estréia, lançado em 2005, e acabo de baixar o seu segundo trabalho, Un Bruit Qui Court. A cantora ainda é pouco conhecida por aqui, mas já conquistou o público e a crítica na França com sua voz doce e sensual, letras sensíveis e melodias gostosas em violão e guitarra. Numa primeira impressão, o novo CD parece trazer a mesma sensibilidade do primeiro, com arranjos diferentes que incluem metais e boas pegadas eletrônicas. Baixe ai.

2 Respostas

  1. Tb gosto dessa nova safra de cantoras! uma nova reconfiguração da musica brasileira..

  2. nega! quando vamos por em pratica nosso blog??
    eh serio… se tu disser, vamos trabalhar, marco todo dia um horario contigo pra conectar e trabalho!!!

    bjs enorme!

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